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Me dei conta agora que estou concluindo uma etapa daquelas em minha vida. Engraçado, mas, nessa vida, quando tudo acontece ao mesmo tempo, só depois de algum tempo percebemos a complexidade dos eventos ao nosso redor. Em pouco mais de um mês fui pai e entreguei uma tese de doutorado: dois momentos; dois partos; duas etapas.

Uma concluída, é verdade; a outra, bem, é todo um novo, promissor e, por vezes, assustador caminho a trilhar. O que mais me assusta quanto à paternidade não é o fato de ter me tornado pai – essa, palavra forte, condição impressionante -, mas, sim, da tranquilidade que ora me envolve.

– A chegada de um filho muda tudo -, dizem. Talvez… Certamente… Mas nem sempre é para pior: a paternidade não implica anular a própria existência, mas, sim, afirmá-la e dividí-la com o outro – a mãe, claro, que toma em suas costas uma tarefa descomunal. Ser pai, comparado com o que é reservado para as mães, é fácil em um primeiro momento. Porém, criar algo, fundamentá-lo, construí-lo: isso, sim, demanda tempo e esforço.

Estou aproveitando agora os primeiros momentos desta tal paternidade e tentando me despir do feixes acumulados ao longo dos últimos quatro anos de estudo para aquele tal doutorado. O próximo mês será de mudanças, transformações.

Acredito estar preparado para algumas delas…

Assim, que venham!

Aquele momento entre o agora e o futuro…

Nota

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